PRÁTICAS
ESPECIAIS PARA O NB-2
As equipes do laboratório e
de apoio devem receber treinamentos anuais, apropriados sobre
os riscos potenciais associados aos trabalhos desenvolvidos.
Treinamentos adicionais serão necessários em
caso de mudanças de normas ou de procedimentos.
O trabalho em laboratório deve
ser supervisionado por profi ssional de nível superior
com conhecimento e experiência comprovada na área
de Biossegurança.
O Profissional Responsável
deve implementar políticas e procedimentos com ampla
informação a todos que trabalhem no laboratório
sobre o potencial de risco relacionado ao trabalho. O acesso
ao laboratório deve ser restrito a profi ssionais da
área, mediante autorização do Profi ssional
Responsável.
Pessoas susceptíveis às
infecções, tais como as imunocomprometidas ou
imunodeprimidas, não devem ser permitidas no laboratório.
Cabe ao Profi ssional Responsável a decisão
fi nal quanto à análise de cada circunstância
e a determinação de quem deve entrar ou trabalhar
no laboratório.
Todo o pessoal deve ser orientado
sobre os possíveis riscos e para a necessidade de seguir
as especifi cações de cada rotina de trabalho,
procedimentos de Biossegurança e práticas estabelecidas
no manual de Biossegurança do laboratório, acessível
a todos os funcionários.
As portas do laboratório devem
permanecer fechadas quando os ensaios estiverem sendo realizados,
e trancadas ao fi nal das atividades.
O emblema internacional indicando
risco biológico deve ser afi xado nas portas dos recintos
onde se manuseiam microorganismos pertencentes à classe
de risco 2, identifi cando o(s) agente(s) manipulado(s), o
nível de Biossegurança, as imunizações
necessárias, o tipo de equipamento de proteção
individual que deverá ser usado no laboratório
e o nome do Profi ssional Responsável, endereço
completo e as diversas possibilidades para a sua localização.
Os EPIs devem ser retirados, antes
de sair do ambiente de trabalho, depositados em recipiente
exclusivo para esse fi m, em local apropriado, descontaminados
antes de serem reutilizados ou descartados.
Mãos enluvadas não devem tocar “superfícies
limpas” tais como teclados, telefones, maçanetas,
entre outros.
Um sistema de notifi cação
de acidentes e incidentes, absenteísmo de empregados
e doenças associadas ao trabalho no laboratório
deve ser organizado, bem como um sistema de vigilância
em saúde, contemplando programas periódicos
de imunização e de controle da saúde
ocupacional.
Dependendo do(s) material(is) biológico(s)
manipulado(s), para referência futura, devem ser mantidas
amostras sorológicas da equipe do laboratório
e de outras pessoas possivelmente expostas aos riscos, inclusive
pessoal de limpeza e manutenção.
Todos os procedimentos devem ser realizados
cuidadosamente a fim de minimizar a criação
de aerossóis ou de respingos.
Deve-se sempre tomar precauções
especiais em relação a qualquer objeto perfurocortante,
incluindo seringas e agulhas, lâminas, pipetas, tubos
capilares e bisturis. Agulhas e seringas hipodérmicas
ou outros instrumentos perfurocortantes devem fi car restritos
ao laboratório e usados somente quando indicados.
Devem ser usadas seringas com agulha
fi xa ou agulha e seringa em uma unidade única descartável
usada para injeção ou aspiração
de materiais infecciosos ou quando necessário, seringas
que possuam um envoltório para a agulha, ou sistemas
sem agulha e outros dispositivos de segurança poderão
ser utilizados.
Manter registro da utilização
do sistema de luz ultravioleta das CSBs com contagem do tempo
de uso (vida útil de 7.500 horas).
Manter um sistema de manutenção,
calibração e de certifi cação
dos equipamentos de contenção. A cada seis meses
as CSBs e demais equipamentos essenciais de segurança
devem ser testados, calibrados e certifi cados.
Os filtros HEPA da área de
biocontenção devem ser testados e certifi cados
de acordo com a especifi cação do fabricante
ou no mínimo uma vez por ano.
Acidentes ou incidentes que resultem
em exposição a materiais biológicos patogênicos
devem ser imediatamente notifi cados ao Profi ssional Responsável,
com providências de avaliação médica,
vigilância e tratamento, sendo mantido registro por
escrito dos acidentes e das providências adotadas.
Todos os materiais e resíduos
devem ser descontaminados, preferencialmente esterilizados,
antes de serem reutilizados ou descartados.